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  • Denise Castro

Era uma vez uma coletânea...


O que é a Coletânea ou Textos de Apoio, motivadores no contexto das avaliações?

Se você tem como objetivo o ENEM ou algum outro concurso público que tenha Redação, saiba que com certeza você estará diante de um tema, cujo conteúdo será esclarecido por meio de uma coletânea. Então, qual a necessidade de explicar o óbvio? Aquilo que acabei de dizer neste mesmo instante? A necessidade existe, porque ainda vejo muitos estudantes perderem-se nas palavras de outrem, não desenvolvendo, portanto, uma autoria textual.

Todo texto escrito ou falado é recheado de intenções, tem uma tese própria e a partir dela o autor segue o seu caminho, escolhendo recursos linguísticos para defender com eficiência um ponto de vista. A coletânea é isso, um leque de informações a mais para quem está prestando o exame. Elas podem conter entre si – se for mais de um texto de apoio – informações que se opõem ou que se complementam. Cabe a você ler atentamente, sublinhar, “fichar” cada texto, identificar o ponto-chave e decidir como, a partir daquelas “inspirações” vai desenvolver a sua própria tese.

Vejam bem, “a sua própria tese”! Como irei desenvolver a minha tese se meus conhecimentos, informações sobre o tema proposto foram adquiridos apenas ali na coletânea? Como saberei falar do assunto proposto ao não ser utilizando os dados ali presentes? Errado! Você consegue sim! E se estiver sentindo alguma insegurança, é porque de repente dedicou pouco de seu tempo para ler o mundo ao seu redor. Atente que conhecer fatos relevantes, discutir sobre eles, ler opiniões diversas, inclusive em oposição a sua é de extrema importância para um bom texto dissertativo-argumentativo. Há muito a se dizer sobre muitos assuntos que voltam-se aos problemas sociais do Brasil, especificamente, basta estar atento e rechear-se de informações ao invés de tentar adivinhar qual será a proposta temática da prova.

Além disso, quando discutimos, relacionamos e selecionamos um ponto de vista, deixamos de ser “jornalistas” e passamos a ser críticos. “Jornalistas” em que sentido? No sentido de que no exame do ENEM, por exemplo, não busca-se uma reunião de fatos, busca-se uma postura cidadã que respeite os direitos humanos, logo, você não está ali para construir argumentos expositivos, tal como um dos gêneros de notícia, mas para evidenciar a relevância de sua crítica, a qual deverá ser fundamentada não apenas com a coletânea, mas com suas experiência pessoais externas àquela avaliação.

Posso utilizar excertos da coletânea em meu texto?

Sim, mas observe que este excerto deve vir para reforçar um pensamento seu! Pode ser um dado estatístico, por exemplo, ou uma citação de autoridade em destaque que seja relevante para o seu discurso. É importante também esclarecer bem este ponto, porque ainda há muitos estudantes que na falta de um conteúdo objetivo para colocar no papel, acaba por parafrasear a coletânea, ou seja, diz o mesmo que ela diz alterando algumas palavras. Não dê uma de esperto, o avaliador saberá de sua “cópia”.

Como ultrapassar essa dificuldade para se desprender da coletânea?

Estudo. Leitura e prática. Não se detenha às “notícias” de seu Feed de notícias no Facebook, desconfie dos conteúdos, pense nos diversos ângulos de uma mesma história e depois traduza seus pensamentos em palavras. A velocidade do pensamento é incomensurável e difícil de acompanhar, eu sei, entretanto se a prática da escrita for disciplinada e diária, talvez sua mão consiga mais facilmente selecionar e organizar o que há de mais relevante para ir ao papel. Talvez você veja que esperar uma proposta temática do professor não seja assim a única solução para as suas dificuldades e talvez, também, você veja que é possível escrever sobre tudo se, tiver a informação necessária em sua biblioteca mental.

#Coletânea #ENEM #Dicas #Redação

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